Ronda a Marbella

                                 Com pena, dissemos até a próxima Ronda.

Logo pela manhã, a vista do quarto do hotel desencorajou a aventura. Chuva, neve, frio.

Dia 11 de abril de 2018, quarta-feira. Choveu muito na noite anterior, muito. Fazia muito frio. Nevou no alto da montanha. Nossa trilha era de terra, de muita descida pela montanha. Por segurança e também por não termos a mínima necessidade de encarar perrengues pelo caminho, resolvemos fazer um transfer de carro até Marbella, nosso próximo destino. Bikes na carreta e lá fomos nós serra abaixo.

                                   É mais seguro esse pedal. Não escorrega morro abaixo.

Marbella. Linda Marbella. O hotel em que ficamos, Senator SPA Marbella, estava a duas quadras do mar. O quarto tinha uma vista bem interessante por cima de um condomínio bem característico, todo branco. Largamos as bagagens e fomos dar uma caminhada para reconhecimento da área. Um passeio junto ao mar por uma rua que eles chamam de Paseo Marítimo. Na verdade não é uma ruazinha junto ao mar. São, até agora, 17k de uma via, entre a Praia de Baradilla até  São Pedro de Alcântara. E falta pouco pra eles liberarem mais alguns trechos e completar 27k, por onde se pode caminhar e andar de bike.

                             A vista do quarto do hotel. Linda paisagem mediterrânea.

No caminho, bares, restaurantes, condomínios. Topamos com umas esculturas de areia. Ok, até aí nada demais. O interessante é que para que elas não se desmontem, o escultor fica ali, acampado e durante o dia as molha de hora em hora e à noite de duas em duas horas. Tem um espaço para você jogar moedas pro artista. Pelo que deu pra ver, parece que fatura um graninha de sobrevivência. Dificilmente alguém para pra fotografar e não deixa uma moedinha. Duvidamos um pouco de que ele molha as esculturas durante a noite, mas não ficamos lá para conferir.

                                      Esculturas na praia. Vista do Passeio Marítimo.
Fomos caminhando no nosso estilo “get lost” ou seja, andar sem saber onde vai parar, e acabamos no centro velho da cidade. Sensacional. Essas cidades que remontam ao Paleolítico seus primeiros assentamentos, foram sofrendo modificações, mas ruínas são encontradas e acabam por mostrar toda a história delas. As mudanças, durante os séculos vão deixando rastros e grande parte deles ainda se vê pelas ruas. São ruelas estreitas e sinuosas, às vezes vielas. Uma loucura.

Almoçamos em um restaurante bem no meio do centro. Aderezzo é o nome. Muito bom.

                      Ao lado do restaurante uma ruazinha e seus vasinhos de flores.
                            Andando pelas ruelas, vai se encontrando coisas, como essa.
                                    Essa fachada de um restaurante é muito interessante.
          Muito comum esses muros com os vasinhos. Dão um toque alegre à cidade.

Dia 12 de abril de 2018, quinta-feira. Amanheceu nublado, instável, e com um arco-íris para a alegria da Jussara. Arriscamos um pequeno pedal até São Pedro de Alcântara. Passamos por Porto Banús, o point chic e milionário do pedaço. Marina com grandes iates, Masseratis e Ferraris nas ruas e nos estacionamentos. Caiu uma pequena chuva, porém não chegou a atrapalhar. Voltamos ao hotel. Foram 20k ida e volta. Olhando para o mar e para os condomínios fantásticos.

                                                                O Paseo Marítimo.
                        Um condomínio bem estiloso, à beira do Paseo, frente ao mar.
                       O Paseo Marítimo. 17k de pista para caminhar e andar de bike
A chuva começou a apertar, mas voltamos a tempo de não pegar um temporal. Chegando ao hotel, no quarto, uma surpresa. Como a data de meu nascimento, no documento, é 12, nos aguardava um champagne e um belo cartão. A chuva aumentou e muito. Tanto, que resolvemos ficar e almoçar no quarto. Tomamos uma ducha, colocamos os roupões, pedimos nossa comida e nos fartamos. Um soninho depois e estava tudo maravilhoso. 
    Com muita chuva lá fora, não restou alternativa. Almoço e comemoração no quarto.
                                            Parabéns para mim. Presente do hotel.
Depois do descanso precisávamos dar uma mexidinha no corpo. Por sorte a chuva cessou e saímos para uma volta. Já era noite, estava bem agradável e resolvemos tomar um café em uma padaria maravilhosa que tínhamos visto na chegada, no primeiro dia. E padaria para paulistas é lugar bem familiar. É se sentir em casa. Na volta, um clic do Paseo Marítimo à noite. 
                                                  À noite, também um bonito passeio.
Dia 13, continuava chovendo e o programa foi puramente gastronômico. Um estrelado Michelin, aliás duas estrelas Michelin. Dani Garcia é o nome da fera que comanda um restaurante com seu nome, no hotel Puente Romana. Uma viajem de sabores, uma cozinha absolutamente fantástica. Ficar falando é maldade. Tem que experimentar. Vá no almoço. É mais em conta.

Restaurante Dani Garcia. Não fotografamos comida, mas não deu para não fotografar a cozinha. Fantástica.

Amanhã nos aguarda Granada. Vamos de carro e lá faremos um pedal ou dois, o que der e o clima deixar acontecer.

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